Brasil

Governo de Goiás marca presença na Ficomex 2024

Um dos principais pilares da economia goiana, o agronegócio será destaque na programação da Feira Internacional de Comércio Exterior do Brasil Central (Ficomex), que ocorrerá de 27 a 29 de agosto, no Centro de Convenções de Goiânia.

Entre as atividades que envolvem o setor no evento estão rodadas de negócios e exposição de produtos e serviços, assim como palestras e discussões por meio de workshops e painéis.

“O segmento é extremamente relevante para Goiás, porque impacta a economia de praticamente todos os municípios goianos. Da produção de soja, que é a principal pauta da balança comercial do Estado, até a fruticultura, área que tem crescido no mercado internacional, o agronegócio contribui para criar postos de trabalho, gerar renda, movimentar outras cadeias produtivas e, é claro, fortalecer a imagem goiana no comércio exterior”, destaca o presidente da Associação Comercial, Industrial e de Serviços do Estado de Goiás (Acieg), Rubens Fileti.

“Sabemos a potencialidade do agronegócio, mas é um setor também suscetível aos impactos do mercado exterior e que enfrenta constantemente desafios, que vão desde efeitos climáticos até oscilação do dólar. Por esse motivo, é uma área que vai fazer parte de toda a programação da Ficomex. A feira vem exatamente como oportunidade para ampliar conhecimento, apresentar novidades e potencializar o agro goiano para novos mercados”, complementa Fileti.

GOIÁS ALÉM DAS FRONTEIRAS

Responsável por executar programas, projetos e políticas públicas voltadas para o desenvolvimento da agropecuária goiana, a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) trabalha também para fortalecer as parcerias internacionais.

A chefe de Gabinete da pasta, Paula Coelho, afirma que o Estado – que é corealizador da Ficomex – tem promovido estratégias para consolidar Goiás como protagonista global no setor agropecuário. Ela cita como exemplo reuniões frequentes com embaixadores, representantes de Embaixadas, autoridades de governos de fora, além de visitas técnicas para apresentar o potencial do agro goiano.

“O próprio governador Ronaldo Caiado tem participado de fóruns internacionais para propagar as políticas públicas do Estado, principalmente na questão da sustentabilidade, porque quando se fala da União Europeia exigir rastreabilidade, por exemplo, está ligada à sustentabilidade”, relata.

Paula revela ainda que talvez esse seja o principal desafio para fortalecer o agro goiano no mercado internacional.

“As mudanças de exigências da União Europeia e as imposições sobre a origem do produto são os grandes desafios que as empresas e os produtores vão ter que se adaptar caso queiram continuar exportando para a UE. E as exigências passam a valer a partir do dia 1º de janeiro de 2025”, enfatiza.

“Porém, Goiás tem feito a lição de casa e mostrado que o agro goiano, o agro brasileiro, é o mais sustentável do mundo. E temos feito isso por meio de desenvolvimento de políticas públicas eficientes”, reforça.

Essas políticas públicas do Governo de Goiás serão discutidas e apresentadas na Ficomex.

“A expectativa está gigantesca para o evento, porque acreditamos que pode impactar de forma muito positiva e mostrar o potencial do estado de Goiás para diversos países e empresários que pretendem fazer investimentos ou instalar a própria indústria aqui. Será a maior feira internacional que acontecerá este ano no país todo. Então é uma oportunidade única, não somente para a Seapa, mas também para todo o estado mostrar todo o seu potencial”, finaliza.

AGRODEFESA

Órgão do Governo de Goiás, a Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) tem desenvolvido trabalho para assegurar a sanidade animal no ambiente produtivo, proporcionando destaque à atividade avícola goiana e credibilidade do estado no mercado exterior.

Isso tem feito Goiás receber visitas técnicas internacionais para conhecer o potencial local e ampliar exportação de inovações e tecnologias adotadas ao sistema produtivo. É o caso da habilitação e a renovação de estabelecimentos que exportam material genético avícola.

Atualmente, o Brasil é o maior exportador de carne de frango, alcançando 150 países, e o segundo maior produtor do mundo, de acordo com informações da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Somente em março deste ano, foram mais de 418,1 mil toneladas exportadas, tendo como principais destinos países como Emirados Árabes Unidos com 40,7 mil toneladas, em seguida China, com 38,9 mil toneladas e Arábia Saudita, com 35 mil toneladas.

Esse potencial brasileiro tem atraído empresas internacionais para conhecerem também a genética e as práticas de produção adotadas no país. O último levantamento da ABPA aponta que as exportações brasileiras de material genético avícola (incluindo pintos e ovos férteis) chegaram a marca de 2,646 mil toneladas em fevereiro deste ano. O número é 13,8% maior que o total exportado no mesmo período do ano passado, com 2,325 mil toneladas.

O México é o principal destino e importou 1,656 mil toneladas no primeiro bimestre deste ano. Depois do México, os outros destinos das exportações brasileiras de material genético são Senegal, Paraguai, Venezuela e Colômbia.

Segundo o presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos, o alto desempenho nas exportações é um forte indicador da confiança internacional na biosseguridade da avicultura brasileira.

“A expectativa do setor é que as operações comerciais exteriores continuem crescendo em 2024, confirmando a credibilidade e o reconhecimento do Brasil no mercado exterior em relação à genética avícola”, afirma.

EXPORTAÇÕES DO AGRO GOIANO

No primeiro semestre deste ano, o agronegócio foi responsável por quase 90% das exportações goianas. Do total de US$ 6,33 bilhões (valor FOB) alcançados no saldo da balança comercial no período de janeiro a junho de 2024, US$ 5,49 bilhões foram relacionados aos produtos do agro, como complexo soja, carnes, sucroalcooleiro, entre outros, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).

De acordo com essas estatísticas, Goiás ocupa a 6ª posição no ranking nacional de exportações ligadas ao agronegócio e o 2º lugar entre as Unidades Federativas que compõem o Consórcio Brasil Central – atrás apenas de Mato Grosso.

*SECOM / GO

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