Dia dos Avós ganha celebração no Hospital Regional de Santa Maria
Nessa data que histórias de afeto ganham destaque pelos corredores, mostrando que ser avó vai muito além dos laços de sangue
Com cinco netos — quatro já nascidos e um “no forninho”, como ela brinca —, a técnica explica que sua forma de cuidar no hospital é reflexo direto do amor que sente pela família. E diz que o segredo para continuar apaixonada pela profissão é não pensar apenas no dinheiro. “As crianças precisam mais do que procedimentos técnicos, precisam de afeto; não dá para cuidar delas como robôs”, ensina.
Acompanhamento
Do outro lado do hospital, Eva Vieira dos Santos acompanha de perto o neto Enzo Gabriel, 7, internado para tratar uma pneumonia. Há três anos, os dois moram juntos e formam uma dupla inseparável. “Cuido melhor dele do que cuidei dos meus filhos”, relata. “Não me imagino sem o Enzo e o defendo com unhas e dentes”.
Trabalhadora do lar, Eva precisou se afastar do serviço para acompanhar o neto durante a internação. Para ela, ser avó é como ser mãe de novo, só que com mais paciência, experiência e entrega.
No pronto-socorro adulto do HRSM, é a neta quem cuida da avó. Bianca Dantas acompanha Elenita Batista de Araújo, 81, que caiu e fraturou o fêmur após uma queda. Para Elenita, não haveria companhia melhor. As duas construíram memórias que resistem ao tempo. “Eu gostava muito da comida dela”, conta Bianca. “Muitas vezes minha mãe fazia comida em casa, mas eu ia para a casa dela, que era no mesmo lote, comer o que ela preparava. Lembro até hoje do mingau de aveia que ela fazia para mim”.
Hoje, mesmo morando separadas, as duas continuam próximas. “A gente assiste a séries de comédia e filmes de terror juntas”, revela. “Temos uma ligação muito forte, além da relação de avó e neta. Acho que é uma amizade de outras vidas que se reencontrou nesta”. Deitada na maca e escutando a neta falar ao seu lado, Elenita comenta: “Bianca é tudo. É meu amor, meu xodó que guardo no coração”.
*Com informações do IgesDF

