Conta de luz sobe mais de 20% e pressiona super alta no custo de vida em Goiânia
Energia elétrica foi o principal responsável pela alta do grupo Habitação, que fechou 2025 com avanço de 10,49%, tornando-se o segmento de maior contribuição para a inflação local
O aumento da conta de luz residencial foi o principal fator de pressão sobre o custo de vida em Goiânia ao longo de 2025. Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a tarifa de energia elétrica acumulou alta de 23,07% no ano, o maior avanço desde o início da série histórica, em 2020.
Apesar de a energia ter registrado recuo de 5,38% em dezembro, o impacto do encarecimento já estava consolidado no acumulado anual, com reflexos diretos no orçamento das famílias da capital goiana. O item foi o principal responsável pela alta do grupo Habitação, que fechou 2025 com avanço de 10,49%, tornando-se o segmento de maior contribuição para a inflação local.
Segundo o IBGE, o comportamento da tarifa de eletricidade foi decisivo para que as despesas com moradia tivessem o maior peso inflacionário em Goiânia no período. O reajuste expressivo superou outros componentes relevantes do grupo, como o aluguel residencial, que também subiu, mas em ritmo bem inferior ao da energia elétrica.
Na prática, o aumento da conta de luz elevou o custo de manutenção das residências e reduziu o poder de compra dos consumidores. O efeito foi suficiente para pressionar os índices de inflação mesmo em um cenário de desaceleração de outros preços ao longo do ano.
Para milhares de goianienses, a conta de energia se consolidou como um dos principais vilões do orçamento doméstico em 2025, reforçando a percepção de que os gastos básicos seguem consumindo parcela cada vez maior da renda familiar.

