A Saneago divulgou balanço anual da empresa referente a 2025, nesta quinta-feira (12/03), em Goiânia. Aprovado pelo Conselho de Administração da empresa, o balanço apresenta o desempenho no quarto trimestre de 2025, de outubro a dezembro, bem como o resultado acumulado em todo o ano.
Os dados apresentados mostram que os investimentos da Saneago cresceram 51,6% em comparação a 2024.
Investimento acumulado
O recorte mostra que, pela primeira vez, o investimento acumulado da Saneago, em conjunto com parceiros, ultrapassou R$ 1 bilhão em um único ano.
O lucro líquido em 2025 também foi recorde, alcançando R$ 669,7 milhões.
O governador Ronaldo Caiado, que na ocasião recebeu uma homenagem pela atuação na reestruturação da empresa, enfatizou o crescimento operacional com eficiência, e a solidez financeira alcançada pela Saneago desde o início da sua gestão no Estado, em 2019.
“Os resultados são impressionantes. É uma empresa respeitada no cenário nacional”, ressaltou ao mencionar que o gerenciamento técnico da companhia “não tem corpo político”.
Caiado destacou ainda que a crescente positiva nos resultados da empresa teve início com o fortalecimento da governança, da gestão e da capacidade econômico-financeira implementada a partir de 2019.
Recuperação
Após enfrentar períodos de instabilidade, com prejuízo de R$ 358 milhões registrado em 2015, a companhia iniciou uma fase de recuperação e, nos últimos sete anos, apresentou lucro.
“É uma empresa que não se tinha como dividir dividendos, pelo contrário, o Estado tinha que aportar dinheiro do Tesouro para ela sobreviver”, pontuou.
Confiabilidade
Atualmente, a Saneago tem a melhor nota de avaliação da agência internacional de análise de risco Moody’s.
Caiado reforçou a reestruturação e lembrou que uma das condicionantes do Regime de Recuperação Fiscal (RRF) era a privatização da empresa.
“Fui ao Congresso e alteramos a lei do RRF para não privatizar a Saneago. Para tirar a condicionante”, frisou.
Ao falar do edital de leilão para contratação de Parcerias Público-Privadas (PPPs), governador Ronaldo Caiado enfatizou que não haverá venda da Saneago, nem mudança de controle acionário, e que companhia permanecerá estatal (Foto: Lucas Diener)
Companhia permanecerá estatal
Ao falar do edital de leilão para a contratação de Parcerias Público-Privadas (PPPs) o governador Ronaldo Caiado enfatizou que não há venda da Saneago, nem mudança de controle acionário, a companhia permanecerá estatal, com o Estado de Goiás como controlador.
A iniciativa visa exclusivamente a universalização dos serviços de esgotamento sanitário em 216 municípios, abrangendo 336 localidades urbanas, sendo 120 povoados.
“Não estamos passando controle acionário e nem está sendo contratado por outro ente”, sublinhou o presidente da Saneago, Ricardo Soavinski.
Segundo ele, a contratação é pela própria Saneago. É um contrato que a Saneago vai fazer com essas empresas que forem vencedoras do leilão.
“Vão fazer os projetos e construir, tudo aprovado e acompanhado pela Saneago”.
“Quando estiver funcionando a gente começa a pagar o que foi investido em 20 anos que é o tempo da concessão”, afirmou, ao reiterar que haverá um certificador independente para garantir a qualidade.
“É um serviço essencial para as pessoas, é saúde pública, é saúde ambiental. Então para levar isso com mais rapidez as empresas vêm para fazer junto com a Saneago”, acrescentou.
Legislação e avanços
O balanço comprova que o atendimento com água tratada já é realidade para 6,2 milhões de pessoas, 98,3% dos moradores atendidos pela Saneago, índice praticamente universalizado.
O índice de atendimento com esgoto alcança 75% da população. Desde 2019, cerca de 1,3 milhão de novas pessoas passaram a contar com sistema de esgotamento sanitário em território goiano.
Em 2018, o esgotamento sanitário atendia 59% dos goianos.
De acordo com o Novo Marco Legal do Saneamento Básico, estabelecido em 2020, as companhias de saneamento têm até 2033 para reduzir as perdas na distribuição para 25%.
A empresa goiana alcançou esse índice com uma década de antecedência. Em 2025, registrou 21,8% de perdas de água na distribuição, número praticamente duas vezes menor do que a média nacional, que ficou em 40%.
Goiânia teve o menor índice entre todas as 27 capitais brasileiras, com apenas 12,3%. Em 2018, as perdas chegaram a 29,51% no geral e 21,7% em Goiânia.