Saúde

Do diagnóstico ao tratamento: Einstein em Goiânia oferece cuidado completo para o Alzheimer

Atendimento reúne especialistas, exames e acompanhamento multidisciplinar; para pacientes elegíveis, há terapia que pode retardar a perda de memória na fase inicial da doença

Esquecer fatos recentes com frequência, repetir perguntas, ter dificuldade para encontrar palavras ou deixar de realizar tarefas antes habituais podem ser os primeiros sinais de Alzheimer.

No Einstein em Goiânia, quem chega com essa suspeita encontra uma linha de cuidado que acompanha toda a jornada do paciente, da investigação diagnóstica à definição do tratamento mais adequado para a doença. O atendimento reúne neurologistas, testes de memória e raciocínio, exames de imagem e uma equipe multidisciplinar.

Para pacientes que atendem a critérios específicos, a unidade também oferece as terapias donanemabe e lecanemabe, terapias que podem tornar mais lenta a perda de memória, do raciocínio e da autonomia na fase inicial do Alzheimer.

O diagnóstico começa pela conversa com o médico e pela avaliação da memória e do raciocínio. Os exames são definidos de acordo com a história e as necessidades de cada paciente. A investigação pode incluir ressonância magnética, que produz imagens detalhadas do cérebro e ajuda a afastar outras causas para os sintomas. Quando é necessário confirmar a presença de amiloide, os médicos podem recorrer ao PET amiloide, exame de imagem capaz de localizar essas placas, ou à análise de biomarcadores no líquor, o líquido que envolve o cérebro e a medula.

“Quanto mais cedo a doença é identificada, mais tempo temos para discutir possibilidades, organizar o cuidado e buscar a preservação da autonomia e da qualidade de vida”, afirma o neurologista Iron Dangoni Filho, do Einstein em Goiânia. Conforme as necessidades de cada pessoa, o acompanhamento pode combinar medicamentos, estimulação cognitiva, atividade física, fisioterapia, apoio psicológico e atenção ao sono, à alimentação e à saúde cardiovascular.

Avanços no tratamento 

Disponível no Einstein em Goiânia, as terapias donanemabe e lecanemabe são indicadas quando o Alzheimer ainda está no começo: no comprometimento cognitivo leve, em que as alterações de memória ou raciocínio não retiram a independência, ou na demência leve, quando já começam a interferir na rotina. “O objetivo é fazer com que a piora da memória, do raciocínio, e da autonomia aconteça mais lentamente e até estabilizar o quadro na fase atual”, explica Dangoni.

O medicamento é um anticorpo monoclonal, ou seja, uma proteína produzida em laboratório, que se liga à beta-amiloide, substância que pode se acumular no cérebro e formar placas associadas à doença. Em um estudo de fase 3, 1.795 participantes foram acompanhados durante 18 meses. Em comparação com placebo, o tratamento reduziu em 27% a velocidade de piora da memória, do raciocínio e da capacidade de realizar tarefas cotidianas. Na escala CDR-SB, usada para medir o impacto do Alzheimer sobre a cognição e a autonomia, a diferença absoluta entre os grupos foi de 0,45 ponto.

Antes da indicação, é preciso confirmar o diagnóstico, identificar o acúmulo de beta-amiloide no cérebro e avaliar as condições de saúde de cada pessoa, incluindo o risco de sangramento e a presença de variantes genéticas. O lecanemabe é administrado pela veia durante cerca de uma hora, a cada duas semanas; enquanto o donanemabe, também feito na veia, é feito uma vez ao mês. O acompanhamento inclui ressonâncias magnéticas antes e durante o tratamento para detectar alterações cerebrais associadas ao medicamento e orientar a conduta médica.

Esses medicamentos tratam doença de Alzheimer. Não objetivam melhorar a memória, mas sim estabilizar doença ou retardar evolução. Existem também os medicamentos inibidores de acetilcolinesterase, que tratam memória, mas não conseguem retardar a doença. São efeitos diferentes, mas complementares. E em fase moderada a avançada tem a Memantina, medicação antagonista dos receptores NMDA ( proteínas no cérebro que ajudam os neurônios a se comunicarem), também focado em melhora da memória.

Sobre o Einstein em Goiânia  

O Einstein em Goiânia é o primeiro hospital privado da rede fora de São Paulo, inaugurado em 2021. Com 18 mil metros quadrados, a unidade dispõe de 35 leitos operacionais, cinco salas cirúrgicas, pronto atendimento 24 horas, incluindo ortopedia e pediatria, UTI, serviço de transplante de medula óssea, rins e fígado. Possui atendimento pediátrico completo, cobrindo desde procedimentos simples até casos de alta complexidade. Também foi pioneiro na implantação da primeira plataforma de cirurgia robótica de Goiás, com mais de 2 mil procedimentos realizados até o primeiro trimestre de 2026. A unidade conta, ainda, com um centro de ensino, que oferece mais de 15 cursos de pós-graduação em saúde e gestão hospitalar, além de formações de curta duração, e com um centro de inovação dedicado ao desenvolvimento de tecnologias para aprimorar o setor de saúde na região.

*FatoMais Comunicação

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