O professor e pesquisador Alexandre Franco Miranda, da Universidade Católica de Brasília (UCB), recebeu o título internacional de excelência Fellow in Special Care Dentistry (FiADH)
Alexandre Franco Miranda foi nomeado Fellow da International Association for Disability and Oral Health (iADH), uma das principais entidades internacionais da área. Pesquisa da UCB sobre pacientes oncológicos também foi a única da América Latina selecionada para apresentação oral no congresso
O professor e pesquisador da Universidade Católica de Brasília (UCB), Alexandre Franco Miranda recebeu, em Dublin, na Irlanda, o título de Fellow in Special Care Dentistry (FiADH), no sábado (22/08), durante o congresso internacional da entidade, realizado entre os dias 19 e 22 de agosto. O prêmio é concedido pela International Association for Disability and Oral Health (iADH) a profissionais com trajetória de destaque na área de Odontologia para Pacientes com Cuidados Especiais.
Além do título, o docente representou a produção científica brasileira no congresso com a apresentação oral de uma pesquisa desenvolvida na UCB. O estudo foi o único trabalho da América Latina selecionado para apresentação oral nessa modalidade e investigou a relação entre problemas de saúde bucal associados ao tratamento quimioterápico, sintomas depressivos e qualidade de vida de pacientes oncológicos.
“Levar uma pesquisa desenvolvida na UCB para um congresso internacional e estabelecer conexões com pesquisadores e profissionais de todo o mundo fortalece a ciência, cria possibilidades de cooperação e mostra aos nossos estudantes que o conhecimento produzido dentro da Universidade pode alcançar espaços internacionais”, destaca Alexandre.
O título de Fellow reconhece profissionais que demonstram e mantêm elevado nível de atuação em Special Care Dentistry, reunindo experiência na assistência clínica a pessoas com deficiência e outras necessidades específicas, além de atuação em pesquisa, ensino, advocacy e prestação de serviços na área.
Para Alexandre, a honraria representa o reconhecimento de uma trajetória construída ao longo de 23 anos entre assistência, ensino, pesquisa e extensão. “Receber o título de Fellow da iADH e, ao mesmo tempo, ter a oportunidade de apresentar internacionalmente os resultados de uma pesquisa desenvolvida no nosso contexto representa muito mais do que uma conquista individual”, frisa.
“É o reconhecimento de uma trajetória construída por meio da assistência, do ensino e da pesquisa, além da oportunidade de representar há 16 anos a UCB e a Odontologia brasileira em um dos principais espaços internacionais da Special Care Dentistry”, complementa.
A International Association for Disability and Oral Health (iADH) é uma rede global de profissionais dedicada a melhorar a saúde bucal e a qualidade de vida de pessoas com deficiência e necessidades especiais.
Ciência brasileira em um dos principais eventos da área
Alexandre conta que sua pesquisa apresentada em Dublin analisou a relação entre manifestações de saúde bucal decorrentes do tratamento quimioterápico, sintomas depressivos e qualidade de vida de pacientes oncológicos.
“A investigação aborda um tema que ultrapassa a saúde bucal e envolve aspectos físicos, emocionais e sociais relacionados à experiência do tratamento do câncer. Essa participação no congresso ampliou a visibilidade internacional da produção científica desenvolvida na UCB e no Brasil”, concluiu o professor.
Da assistência à pesquisa
Na UCB, Alexandre atua na formação de estudantes de graduação na Clínica de Odontologia para pessoas com necessidades especiais. Leciona também no Programa de Pós-Graduação em Gerontologia, com pesquisas relacionadas ao cuidado odontológico de pessoas idosas com necessidades específicas de saúde e pacientes com maior complexidade médica.
Sua trajetória acadêmica reúne diferentes áreas da Odontologia e da saúde, com destaque para Odontologia para Pacientes Especiais, Odontogeriatria, Odontologia Hospitalar e Gerontologia.
A integração entre ensino, pesquisa e assistência é um dos eixos de sua atuação. “Situações observadas no atendimento clínico contribuem para a formulação de perguntas de pesquisa e os resultados dos estudos podem retornar à formação dos estudantes e aprimorar as estratégias de cuidado aos pacientes”, explica.
*Mariana Alvarenga / UCB

