Júlio Joinha relembra sua história em Cidade Ocidental
O reencontro com as próprias raízes é sempre carregado de emoção, memórias e gratidão. E foi exatamente assim o retorno do pioneiro Júlio Joinha à Cidade Ocidental, cidade onde construiu sua história, viveu grandes momentos da infância e adolescência e criou laços que permanecem vivos no coração.
Ao revisitar as tradicionais Entrequadras da cidade, Júlio reviveu lembranças de uma época marcada pela simplicidade, amizade e união entre os jovens que cresceram juntos acompanhando o desenvolvimento de Cidade Ocidental. Entre ruas, praças e histórias guardadas na memória, ele relembrou os tempos em que a juventude transformava cada encontro em momentos inesquecíveis.
Júlio morou em Cidade Ocidental durante 44 anos. Desse período, 27 anos foram vividos na SQ 11, local que se tornou palco de grande parte de sua trajetória pessoal e familiar. Seus pais chegaram à cidade em 1978, acreditando no potencial e no crescimento da então jovem comunidade. Júlio chegou dois anos depois, em 1980, já que morava em Sobradinho com sua tia Regina.
Filho mais velho de cinco irmãos — sendo dois homens e três mulheres —, Júlio carrega consigo o orgulho de uma família que ajudou a construir a história do município. Sua mãe também deixou uma marca importante na cidade ao se tornar a primeira cozinheira do Hospital Municipal de Cidade Ocidental, contribuindo com dedicação e carinho para cuidar de tantas pessoas através do seu trabalho.
Durante a visita, cada esquina parecia despertar uma lembrança especial. Os amigos de infância, as brincadeiras nas Entrequadras, os sonhos compartilhados e as dificuldades enfrentadas por quem viu a cidade crescer desde os primeiros passos fizeram o coração bater mais forte. Mais do que recordar o passado, o retorno de Júlio Joinha simboliza o valor da memória e da identidade de um povo que ajudou a construir Cidade Ocidental com trabalho, esperança e amor.
Emocionado, Júlio mostrou que o tempo pode passar, mas jamais apaga as raízes de quem carrega no peito o sentimento de pertencimento. Porque há lugares que nunca deixam de ser nossa casa. E Cidade Ocidental continua sendo, para ele, um pedaço eterno de sua história, da sua infância e da sua alma.
*por Rosângela Méri

