Governador articula redistribuição de royalties do petróleo no STF
Durante a reunião, foi apresentada proposta de acordo elaborada por 19 estados não produtores, com o objetivo de buscar uma solução consensual para o impasse
Em agenda no Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira (28/04), o governador Daniel Vilela, acompanhado do procurador-geral do Estado, Rafael Arruda, reuniu-se com o ministro Cristiano Zanin para tratar da redistribuição dos royalties do petróleo.
A mobilização integra articulação de 19 estados não produtores e da Confederação Nacional de Municípios (CNM), que cumprem agendas com ministros da Corte antes do julgamento do tema, marcado para 6 de maio.
“Foi um diálogo qualificado, que reforça a dimensão institucional e federativa da discussão. O STF terá papel central na redefinição desse equilíbrio. A decisão não trata apenas de números, mas de desenvolvimento regional, coesão entre os estados e justiça na repartição de recursos públicos”, afirmou Daniel Vilela durante o encontro, que contou com a participação dos governadores de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, e de Roraima, Edilson Damião, além de procuradores-gerais e representantes da CNM.
Goiás está entre os entes mais impactados pela medida cautelar concedida pela ministra Cármen Lúcia, em março de 2013, que suspendeu a eficácia da Lei nº 12.734/2012.
Segundo a Secretaria da Economia, o Estado deixou de receber cerca de R$ 6,09 bilhões entre 2013 e 2025, com projeção de mais R$ 913 milhões em 2026. Apenas em 2025, Goiás recebeu cerca de R$ 25 milhões; pela regra da lei suspensa, o valor seria de aproximadamente R$ 667 milhões.
Proposta


