Saúde

Cardiologista do HC-UFG faz alerta para cuidados com a hipertensão arterial

O Serviço de Cardiologia da unidade oferece atendimento especializado, com avaliação clínica, exames e acompanhamento regular

Popularmente conhecida como pressão alta, a hipertensão arterial atinge cerca de 32,5% da população adulta brasileira, o que equivale a 36 milhões de pessoas acometidas pela doença. No Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás (HC-UFG), vinculado à Rede HU Brasil, o Serviço de Cardiologia reforça a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento médico para controlar a hipertensão arterial, um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares.

Diretrizes para pressão arterial

Para ser considerada alta, a pressão deve estar igual ou acima de 140 por 90 mmHg (14 por 9) em medições repetidas. “O hábito da medição deve começar ainda na adolescência. Em pessoas saudáveis, recomenda-se medir pelo menos uma vez por ano. Já quem tem fatores de risco deve medir com mais frequência”, reforça o chefe do Serviço de Cardiologia do HC-UFG, Aguinaldo Figueiredo de Freitas Júnior.

No ano passado, a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) alterou sua diretriz de manejo da hipertensão, deixando de tratar a pressão de valor 12 por 8 como um índice normal. “Na verdade, essa nova classificação é um alerta para o melhor controle e monitoramento da pressão arterial”, explica o médico cardiologista. “Ter a pressão 12 por oito não é sinônimo de hipertensão e não há necessidade de tratar, mas te obriga aumentar a frequência de monitoramento e cuidados com a saúde”, complementa.

Doença silenciosa

A técnica em enfermagem Ligia Socorro Araújo Chaveiro, 49 anos, é paciente do HC-UFG, onde faz acompanhamento para hipertensão desde dezembro de 2025. “Recebi o diagnóstico no próprio hospital e foi uma surpresa porque eu não tinha sintomas. Minha reação inicial foi de muita tristeza, mas foquei em fazer o tratamento”, relata.

Aguinaldo reforça que a hipertensão arterial é uma doença cardiovascular crônica, na maioria das vezes, assintomática. “Por isso, é chamada de ‘doença silenciosa’. Em casos mais graves, pode causar dor de cabeça, tontura e visão turva. Nesse contexto, o acompanhamento médico é essencial”, destaca o médico cardiologista.

No HC-UFG, Ligia realiza consultas regulares com as equipes de Cardiologia e Nutrição, e também exames, como mapa, teste ergométrico, ecocardiograma e exames de sangue. “Acho o acompanhamento excelente e resolutivo, a equipe é atenciosa”, relata.

Principais causas da hipertensão arterial e como evitá-la

As causas da hipertensão arterial dependem de diferentes elementos. Ainda segundo Aguinaldo, quadros de saúde como problemas renais, alterações hormonais, doenças do coração, obesidade e até fatores genéticos podem levar à hipertensão. “É possível evitar a hipertensão mantendo um peso saudável, praticando exercícios, evitando o álcool em excesso e o fumo, controlando o estresse e reduzindo o consumo de sal. O tratamento inclui mudanças no estilo de vida e, quando necessário, o uso de medicamentos prescritos pelo médico”, assinala.

Sal e hipertensão arterial

O excesso de sódio, principal componente do sal de cozinha, é um dos principais responsáveis pela pressão alta. “O excesso de sal faz o corpo reter líquido, aumentando o volume de sangue e, consequentemente, elevando a pressão arterial. O ideal é consumir menos de 5 gramas de sal por dia cerca de uma colher de chá, tanto para quem tem quanto para quem não tem hipertensão”, esclarece Aguinaldo.

Serviço de Cardiologia do HC-UFG

O atendimento é feito por uma equipe especializada, com avaliação clínica, exames, acompanhamento regular e orientação sobre tratamento e prevenção da hipertensão arterial, garantindo cuidado contínuo ao paciente. O serviço funciona todos os dias úteis pela manhã. Para ser atendido, é necessário ser regulado pela prefeitura de Goiânia.

 

Rede HU Brasil

O Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás (HC-UFG) faz parte da Rede HU Brasil desde dezembro de 2014. A estatal foi criada por meio da Lei nº 12.550/2011, vinculada ao Ministério da Educação (MEC) e nasceu tendo como nome oficial Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares – Ebserh. Em 2026, em um reposicionamento junto à sociedade, ao mercado e instituições parceiras, passou a ter um novo nome, que carrega sua essência: HU Brasil. A estatal é responsável pela administração de 45 hospitais universitários federais em 25 unidades da federação, apoiando e impulsionando suas atividades de assistência, pesquisa e inovação por meio de uma gestão de excelência.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

SiteLock