Adolescente agredido por Pedro Turra morre após 16 dias internado
O adolescente, de 16 anos, agredido pelo piloto de automobilismo, Pedro Turra, de 19 anos, morreu neste sábado (7) após 16 dias internado em um hospital do Distrito Federal (DF). O agressor está preso na Papuda

O estudante Rodrigo Helbingen Fleury Castanheira, de 16 anos, morreu na manhã deste sábado (7/2), após ficar dias internado na UTI do Hospital Brasília, em Águas Claras. O adolescente sofreu graves lesões em decorrência de uma briga em Vicente Pires, ocorrida na noite de 22 de janeiro. Ele foi socorrido em estado crítico, com traumatismo craniano, e permaneceu intubado até o falecimento, confirmado pelo advogado da família, Albert Halex.
O principal investigado pelo caso é o ex-piloto da Fórmula Delta, Pedro Arthur Turra Basso, que está preso preventivamente desde 30 de janeiro, após nova ordem judicial solicitada pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios. Ele havia sido solto anteriormente mediante pagamento de fiança de R$ 24 mil, mas foi detido novamente em casa, sob protestos de moradores, e encaminhado à 38ª Delegacia de Polícia.
Segundo as investigações, a briga começou após Turra jogar um chiclete mascado em um amigo da vítima, provocando agressões físicas entre os envolvidos. Imagens do local mostram Turra desferindo um soco em Rodrigo, que caiu e bateu violentamente a cabeça em um carro estacionado, ficando desacordado e vomitando sangue durante o socorro.
O delegado Pablo Aguiar afirmou em coletiva que Turra já teria se envolvido em outros episódios de violência e classificou o comportamento do investigado como “sociopata”, o que foi contestado pelo advogado Enio Barros, que considerou a declaração um possível abuso de autoridade. Novas ocorrências envolvendo Turra estão sob apuração, incluindo agressão em praça pública, briga de trânsito e denúncia de coação para consumo de álcool por menor.
Com a morte do estudante, o crime pode ser reclassificado para lesão corporal seguida de morte, previsto pelo artigo 129, §3º, do Código Penal, com pena de reclusão de quatro a doze anos. A Polícia Civil concluiu o inquérito em 6 de fevereiro, e amigos organizam homenagens à vítima.
O Colégio Vitória Régia, no qual ele estudava, informou nas redes sociais que foi confirmada a morte cerebral do adolescente, que “deixa uma história, marcas de afeto e memórias que permanecerão vivas entre nós”.
O Grupo de Escoteiro Águas Claras, do Distrito Federal, lamentou a partida do jovem.
“É com muita tristeza em nossos corações que comunicamos o falecimento do jovem Rodrigo, antigo membro do Grupo Escoteiro Águas Claras”, disse o grupo de escoteiros.

